quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais da metade dos policiais militares de AL estão acima do peso

O grupo Fat Family esta de volta, quer izer, o quartel inteiro praticamente né. O porte avantajado já levantava suspeitas, mas o comando da Polícia Militar de Alagoas resolveu tirar a prova: mediu e pesou os PMs. Mais da metade da tropa está acima do peso. O porte físico dos militares em Alagoas chamou a atenção até do presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Sebastião Costa Filho.

“Tem pessoas aí, policiais, com a barriga grandona. A gente vê policiais já sem nenhuma condição de estar na carreira, tanto masculino quanto feminino. Aí eu pergunto: uma pessoa dessas têm condições de ir atrás do bandido? Qual o treinamento que um policial desses tem?”, indagou.

Foi o que aconteceu quando uma mulher, usuária de drogas, conseguir fugir logo após ser presa depois de unhar e morder um policial. Mesmo algemada, ela escapou de um PM e só foi recapturada com a ajuda de vários homens. O juiz Marcelo Tadeu chegou ao ponto de dispensar a escolta oferecida pelo estado, apesar de ter recebido ameaças de morte. “Com esse porte físico, não tem a menor condição de você se mexer. Nenhum movimento brusco você pode fazer, porque sua barriga vai impedir qualquer movimento”, declarou.

O alto escalão resolveu medir as gorduras a mais na Polícia Militar. O resultado não foi nada animador. Ao todo, 60% dos policiais militares em Alagoas estão acima do peso. O dado preocupou a corporação, que decidiu estimular a prática de exercícios físicos. “É preocupante, sim, porque do sobrepeso para a obesidade não fica muito distante”, alerta o major Luís dos Santos de Santana, da Polícia Militar de Alagoas.A meta é colocar em forma a turma que acaba de ingressar na Polícia Militar. Moisés Esperidião do Espírito Santo, aluno do curso de soldado, perdeu 12 quilos. “Após iniciar o curso de formação de praças, reduzi bastante a cervejinha no fim de semana para acompanhar o curso”, comentou.

O problema é que muitos relaxam depois de formados. “É dever da instituição e principalmente do policial militar zelar pelo seu condicionamento físico. Então, a gente faz um trabalho de conscientização”, disse o capitão Alberto Cardoso, da Polícia Militar de Alagoas. Para os que persistem, o projeto “PM Saúde” uma vez por semana faz do quartel uma academia ao ar livre.
Fonte: g1.globo

domingo, 7 de agosto de 2011

Fabricar cerveja em casa vira mania entre paulistanos

Não satisfeitos com a possibilidade de beber cervejas de todas as partes do mundo em bares e pubs, os paulistanos arregaçaram as mangas para fazer a própria bebida. Foi dentro da sauna do sogro, em Pinheiros, que a produção do cirurgião Marcelo Cury, 33, começou. "Depois, dominamos também a churrasqueira e o terraço", conta ele, que desde 2008 faz cerveja com dois amigos.

A ideia surgiu depois que Marcelo voltou de uma temporada de estudos nos EUA. "Antes, eu era o cara que tomava chopinho. Quando voltei, queria mais opções, mas começou a ficar difícil pagar R$ 65 por uma garrafa importada. Então, fui aprender a fazer." A produção dá trabalho e leva cinco horas, no mínimo, além de um mês de fermentação. Mas todos os cervejeiros são unânimes em dizer que o esforço, inclusive o financeiro, compensa.
Com um investimento de cerca de R$ 800, é possível montar uma cervejaria artesanal, encomendando itens on-line. Para produzir, gasta-se, em média, R$ 5 (fora os equipamentos) em uma garrafa de 600 ml, mesmo preço de uma cerveja popular no bar. Ingredientes, como lúpulo, malte e fermento, são importados e também estão disponíveis na internet.
Depois de a cerveja ficar pronta, a etapa seguinte é tirar onda exibindo rótulos personalizados e sabores exclusivos. Na festa de um ano da filha, os convidados de Marcelo receberam uma garrafa comemorativa.
Com a fama, os pedidos pela cerveja aumentaram e a sauna acabou ficando pequena. Tanto que eles estão de mudança para o segundo andar do restaurante Casa da Li, na Vila Madalena, zona oeste, onde funciona desde sexta o "brew pub" (bar que produz a própria cerveja) da Corsário, marca criada pelos amigos. Com um novo equipamento profissional, eles produzem seis tipos da bebida: cinco fixas e uma sazonal -a atual é inspirada em uma receita do Egito antigo.
Em expansão, as microcervejarias já representam 5% do mercado, movimentando R$ 2 bilhões.
Em sala de aula
Antes de chegar a essa fase, que envolve venda e requer autorização do governo, o iniciante costuma passar por alguns percalços. O mais comum é deixar que ocorra contaminação no líquido após a fervura. Na cervejaria-escola Sinnatrah, a primeira do gênero na capital, os bioquímicos Alexandre Sigolo, 34, e Rodrigo Louro, 33, dão dicas para o sucesso do cervejeiro de primeira viagem. No pequeno espaço, já se formaram 80 pessoas desde o ano passado. No curso de um dia (R$ 250), os alunos aprendem, entre um "beer break" e outro, a produzir cerveja, desde o cozimento do malte até a fermentação.
O público é bastante heterogêneo e vai da publicitária descolada que quer oferecer a própria cerveja aos clientes a membros dos Arautos do Evangelho, uma dissidência da conservadora TFP (Tradição, Família e Propriedade). A Sinnatrah também funciona como "incubadora" e aluga equipamentos com supervisão para quem não quer se arriscar na cozinha.
Pioneiro
O primeiro a oferecer esse tipo de curso na cidade foi o bar de Jaime Pereira Filho, 59. Dono do Pier 1327, na Vila Mariana, na zona sul, ele calcula ter ajudado 3.000 pessoas a realizar o sonho da cerveja própria, ao longo de três anos, ensinando a arte nos fundos do bar a R$ 800 por grupo.
Um de seus pupilos é o engenheiro Caio Oliveira, 28, que produz cerveja com um amigo e compartilha receitas e rótulos em seu blog. Sua última criação, a Porter dos Desesperados, brinca com o tipo de cerveja porter, chamada assim por ser a favorita dos trabalhadores dos portos ingleses, e com o quadro "nonsense" do extinto programa de Sérgio Mallandro. "Queremos mudar a percepção de que a cerveja artesanal é algo requintado, para um público selecionado."
Fonte: folha.com